Das voltas que a vida dá

Nunca soube se iria me casar, mas sempre desejei ter filhos. Na minha adolescência já me sentia confortável em planejar um futuro com filhos adotados e uma criação independente. Eu seria um dessas mulheres de negócios, muito bem sucedida, com filhos adotados, um gato e um cachorro. Casa perfeita, tudo sob controle e impecável, mas a vida, ah essa vida, deu uma cambalhota com twist carpado e logo no começo do faculdade eu conheci meu futuro marido. Foi aí que tudo mudou e eu mudei também. Até conhecer o Le tudo que me era habitual era uma vida dedicada ao trabalho com tendências workaholic (não que eu tenha abandonado tudo isso, mas hoje estou um tiquinho mais leve).

Apesar de eu colocar a culpa dessa mudança na chegada do Le, a mudança foi minha, muito minha e forçada pela síndrome do panico (que hoje vejo mais como algo que veio me alertar e me ajudar e não mais como um tormento), mas esse post não é sobre isso. Vamos voltar ao tema: Casamento e filhos.

Como vocês perceberam falei ali que conheci meu futuro marido, então mesmo quem não me conhece já deve ter imaginado que não virei a mulher solteira de sucesso com produção independente, virei algo diferente, mas de certa forma, ainda com sucesso!

O casamento não desejado na adolescência passou a se tornar uma vontade crescente, a gente sabia que depois de 7 anos juntos queríamos morar juntos, mas casar? Será? Depois de idas e vindas decidimos que somos mais tradicionais do que imaginávamos e queríamos sim um casamento, com cerimônia, festa e pessoas amadas pra compartilhar esse momento.

Ok, casamos no final de 2015. e agora? Todo o meu planejamento de adolescente mudou. Será que eu ainda queria ter filhos? E toda essa responsabilidade que vem junto? A influência sobre esse outro ser que tem suas próprias vontades e aspirações? Botar criança nesse mundo que tá todo errado, cheio de violência e coisas ruins, quem em perfeito juízo poderia fazer isso? Por muito tempo neguei meu desejo, me convenci de que não sou capaz de ser mãe, que na verdade até gosto de criança, mas não queria ter filhos não, não nasci pra isso.

O tempo passou e a síndrome do pânico deu sinais de que iria voltar, com isso veio uma mudança maravilhosa na minha vida: venci minha própria resistência e tomei a decisão de procurar uma psicóloga.

Na terapia chegou um momento em que o assunto de maternidade passou a ser mais frequente até que parei a negação e aceitei meu desejo: quero sim ser mãe e ter filho/a.

Desejo aceito e agora? Conversei com o marido e confirmei o que já sabia: ele também tem esse desejo. Coração confirmado agora entra a razão: já temos condições de ter filhos? Financeiramente falando? Na verdade não, mas o que podemos fazer pra tornar isso real?

Estamos nessa fase, planejando, avaliando, esperando o momento chegar, mas caminhando.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s